“CHOVE CHUVA...”

Paulo Azevedo é artista plástico, além de arquiteto. Paraense, trabalha com arte há 27 anos, e adora sua terra natal, Belém do Pará. Nesta exposição resolveu homenagear algo bem típico dessa Região, que são as famosas chuvas.

Para o povo paraense, a chuva faz parte da memória de infância, da adolescência, e o acompanha por toda a vida. A chuva é referência de horário, de experiências de vida, de flores e frutos da terra.

A chuva foi a inspiração para a Exposição Águas de Março, aberta em 30 de abril de 2015, com belíssimos quadros pintados por Paulo Azevedo, com a técnica mista sobre tela.

A ação da água observada por Paulo sobre várias superfícies, deu origem aos materiais usados para reproduzir artisticamente os resultados causados pela chuva.

A transparência da água é muito bem representada neste quadro, que traz a chuva como gotas de cristal, precipitando-se para as superfícies.

Podemos ver nesta tela a representação da chuva que cai sobre o metal, o enferruja, desgasta, proporcionando um conjunto de diferentes tonalidades de cores sobre o ferro.

O que a tinta fresca esconde, a chuva revela, castigando superfícies de madeira que vão se despindo, mostrando suas diversas cores do passado.

O conjunto das obras de Paulo impressiona pela capacidade de demostrar sobre telas, a estória da chuva caindo, escoando transparente, lavando as superfícies por onde passa, e transformando materiais e cores.

Poucas pessoas têm a capacidade de perceber o cotidiano como poesia, de ter um olhar especial para os movimentos diários. A maioria das pessoas passa, e não vê. Bruno Pellerin, apesar de francês, captou a alma da Amazônia em sua essência. A princípio trabalhando com moda e pessoas do mundo artístico, onde se conceituou como profissional, há sete anos veio para o Pará, e resolveu trilhar novos caminhos. Com um foco especial, deu ao mundo conhecimento sobre a Amazônia, suas cores, culturas e sabores, tudo através da fotografia. Com fotos feitas por máquina digital Leica M, expõe suas fotos em papel algodão 380 gr.

A Amazônia retratada em sua simplicidade, com a chuva registrada em toda a sua exuberância na fotografia de Bruno, tão nítida, que sua lente capta os minúsculos pingos, como se fossem uma textura na foto.

Imagens de um cotidiano realista são captadas como poesia, em um dia cinzento, na mistura de preto-e-branco, com um toque de cor desta foto.

Novamente aqui a singularidade da captação da água caindo, transformando a foto, como um quadro feito do imaginário infantil das brincadeiras de rua na chuva.

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