Existem várias vertentes na decoração e, citando algumas mais conhecidas temos a clássica, a contemporânea moderna, minimalista, dentre outras. Falando sobre decoração pode-se afirmar que cada pessoa tem seu estilo, mesmo aqueles que negam, e se dizem abertos a qualquer sugestão pois, no momento em que concordam ou não com a ambientação de um espaço, estão indiretamente definindo seu gosto pessoal. Um estilo que não é muito conhecido, apesar de ser ultra-personalizado, é o kitsch. Quase como se não tivesse uma definição, ele é a mistura de diversos estilos, mas que acaba por ser único. Inverso ao que seria usual na ambientação de um espaço, o kitsch possui um conceito próprio e garimpa objetos inusitados e provocantes, sejam eles baratos, bregas, sentimentais, e inserem no ambiente tornando-o destaque e definindo o kitsch, que com certeza não passará despercebido.

Quanto à estética visual, a principal característica do estilo kitsch é a irreverência, o deboche e o gosto duvidoso dos objetos usados em sua decoração. Sua expressão foi definida por Gillo Dorfles em 1968, no livro Il Kitsch. Antologia del cattivo gusto (O Kitsch. Antologia do mau gosto).

Criativamente, o Kitsch mistura símbolos religiosos, objetos sentimentais, cultura popular, em um estilo irreverente e único.

A decoração kitsch aparece quando junta uma variedade de objetos não relacionados uns com os outros, mas que geralmente fazem parte das memórias dos usuários do espaço, recordações de vida.

O estilo “over” do kitsch é na verdade bastante original. Sua decoração super valorizada utiliza objetos comuns como ícones estéticos, e transforma coisas consideradas cafonas em conceituais.

O espaço kitsch está definido na mistura de estilos como sofá de couro, tapete com padronagem animal print, peças vintage e flores de plástico adornando o espelho.

Os objetos dispostos na mesa de cabeceira marcam o kitsch neste quarto. Destaque para o estiloso abajour Reglor Lamp (década de 50), um tipo de luminárias que era frequentemente produzida em pares, masculino e feminino.

Exagerando nos detalhes e pormenores, geralmente com paredes cheias de quadros e adereços, o estilo kitsch mistura vários padrões, antigo e moderno, cores neutras, neon, quentes, frias, em ambientes sempre carregados de pormenores.

Um ambiente com toque kitsch tem sempre uma pegada vintage e, embora atual, pode remeter a outras décadas. A palavra kitsch é de origem alemã (1860), e significava à época a utilização de móveis velhos como novos, sendo usada também para denominar objetos de valor estético duvidoso ou estereotipado.

O culto à imagens sagradas está quase sempre presente na decoração kitsch. No entanto o profano e o religioso misturam-se, surgindo ambientes bastante excêntricos, contendo objetos irônicos, eróticos, divertidos, feios, bonitos, deixando uma sobra de dúvida entre o bom e o mau gosto.

O kitsch não deixa de ser divertido quando mistura fotos antigas de família, com imagens de cantores, cartazes do irreverente desenho animado “Os Simpsons”, e ainda objetos infantis. É válido pendurar nas paredes tudo o que for excêntrico e alegre, e sempre haverá um pouquinho da personalidade de seu dono em algum detalhe do ambiente.

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